Foto: Marvin Costa/TechTudo

O número de usuários do Telegram e do Signal, apps de mensagens instantâneas disponíveis para Android e iPhone (iOS), cresceu nos últimos meses, enquanto o WhatsApp apresentou pequena queda. Os dados são de relatório encomendado pelas companhias Mobile Time e Opinion Box e investigam os principais aplicativos de mensagens no Brasil. A pesquisa também traz dados que relacionam a ascensão dos apps rivais do WhatsApp como uma possível resposta às novas políticas de privacidade do mensageiro, que passarão a valer a partir do dia 15 de maio deste ano.

Em meados de janeiro, o mensageiro mais popular do mundo começou a disparar notificações sobre a mudança em seus termos de uso, que passariam a permitir o compartilhamento de dados do WhatsApp com outras empresas do grupo Facebook. Prevista para ocorrer em 8 de fevereiro, as mudanças foram adiadas pela grande repercussão negativa do caso, e campanhas de esclarecimento foram extensivamente exploradas pela companhia, que chegou a vincular propagandas em jornais na Índia, país com quase 500 milhões de usuários ativos por mês no WhatsApp.

 

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ASSISTA VÍDEO DE REPORTAGEM NA ÍNTEGRA AQUI

Em decreto publicado na última sexta (05), a prefeitura de Nova Granada, no interior de São Paulo, estabeleceu a identificação da população da cidade com pulseiras coloridas que indicam a possibilidade de um paciente estar infectado com o coronavírus. A medida passa a valer nesta segunda (08).

Ao procurar atendimento com sintomas da doença, o cidadão recebe uma pulseira de cor amarela, que pode ser substituída por uma da cor vermelha caso o teste laboratorial comprove a infecção.

 

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Os dois representantes potiguares na edição 2021 da Copa do Brasil já sabem quando e contra quem vão estrear na disputa nacional. O América começa a competição encarando o Real Brasília do Distrito Federal nesta quarta-feira(10), às 16h no Estádio Serra do Lago em Luziânia. O ABC estreia na quarta-feira seguinte, dia 17 de março, às 20h, jogando com o Rio Branco do Espírito Santo no Estádio Olímpico Perim.

A primeira fase é disputada em jogo único e o tanto ABC quanto América jogam avançam com um empate, por serem melhores colocados no ranking da CBF que os adversários. A primeira fase da Copa do Brasil 2021 tem 80 times divididos em 40 confrontos.

Com FNF

Foto: Lais/UFRN

O número de pessoas com menos de 60 anos de idade internadas por Covid-19 em leitos de UTI superou a quantidade de idosos no sistema pela primeira vez, no Rio Grande do Norte, desde maio de 2020. Nesse domingo (7), a rede pública contava 291 pessoas internadas com coronavírus no estado. Desse total, 149 (51,20%) tinham menos de 60 anos de idade e outros 142 (48,8%) eram idosos. A notícia é destaque no portal G1-RN.

O levantamento mostra que o número representa uma mudança no perfil das pessoas que estão precisando de UTI no estado. A última vez em que o número de mais jovens internados foi maior ocorreu ainda no início da pandemia, em maio de 2020, de acordo com dados do Regula RN. Na ocasião, o estado tinha pouco mais de 100 pessoas internadas Desde então, a maior parte das UTIs eram ocupadas por idosos. Para se ter uma ideia, em 29 de julho, 75% das pessoas internadas tinham mais de 60 anos. Apesar de haver diferenças menores entre os dois públicos, ao longo do tempo, os idosos seguiam sendo maioria entre os internados até agora.

Para o diretor do Hospital Giselda Trigueiro e membro do comitê científico do estado, André Prudente, a principal explicação para a mudança é que os jovens foi o grupo que mais se expôs nas aglomerações dos últimos meses, passando por eleições, festas de fim de ano e, principalmente, carnaval.

Com acréscimo do G1-RN

Foto: Guito Moreto

O atraso na entrega à Anvisa de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca envasadas pela Fiocruz se deve a uma falha técnica dentro dos laboratórios da fundação, afirmam duas fontes internas ao GLOBO. Uma máquina dedicada a processar o medicamento teve desempenho aquém dos parâmetros exigidos. Inicialmente, a previsão para março era de 15 milhões de doses, que imunizariam pelo menos 7,5 milhões de brasileiros (a vacina da AstraZeneca prevê duas doses por pessoa). Pelo calendário mais atualizado da Fiocruz, já considerando o atraso, seriam distribuídos 3,8 milhões de doses este mês.

 

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Foto: (Reprodução/Regula/Sesap)

A taxa de ocupação de leitos críticos das unidades públicas de saúde no RN é de 94,3%, registrada no início da manhã desta segunda-feira (08). Pacientes internados em leitos clínicos e críticos somam 549.

Até o momento desta publicação são 17 leitos críticos (UTI) disponíveis e 282 ocupados, enquanto em relação aos leitos clínicos (enfermaria), são 55 disponíveis e 267 ocupados.

Segundo a Sesap, a Região metropolitana apresenta 94,2% dos leitos críticos ocupados, a região Seridó tem 80,6% e a Região Oeste tem 100%.

Emporio

Foto: Diego Vara/Reuters

Março começou com o aumento explosivo da pandemia no Brasil, mas o país sente apenas o vento que antecede um novo tsunami, a terceira onda de casos e mortes, alertam cientistas. O número de casos diários de Covid-19 no país é agora cerca de 30% maior do que nos piores momentos da primeira onda, em julho de 2020. E o número de mortos fala ainda mais alto, com aumento de 31,66% em relação ao recorde da primeira onda. A tendência é de crescimento, afirma o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto Domingos Alves, do portal Covid-19 Brasil.

Alves lembra que o maior valor observado na média móvel de mortes diárias na primeira onda havia sido de 1.096 mortes por dia em 26 de julho. Esse valor foi superado em 7 de fevereiro, com 1.171 óbitos. Sem controle, a Covid-19 continuou a matar mais e no sábado foram registrados 1.443 óbitos diários, na média móvel.

Já o maior número de casos por dia da média móvel na primeira onda foi de 46.393, em 29 de julho. Porém, anteontem (dia 6), o Brasil registrou 60.229 novos contágios, um aumento de 13.836 ocorrências diárias em relação ao maior valor apresentado na média móvel da primeira onda. O número de novas infecções por dia é agora 29,82% maior do que na primeira onda, calcula Alves.

Em alguns estados, como o Rio Grande do Sul, que ontem teve o décimo dia seguido de alta na média móvel de novos casos, o aumento em relação à primeira onda chega a cerca de 50%.

— Estamos na praia vendo a terceira onda crescer e se aproximar e, para nos defender, temos apenas castelos de areia, isto é, as pífias e ineficazes medidas de distanciamento tomadas por governadores e prefeitos — frisa Alves.

O professor titular de Epidemiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Roberto Medronho explica que uma terceira onda, pior do que as anteriores, é o cenário mais provável até o fim deste mês porque o crescimento explosivo de casos registrado desde o fim de fevereiro tem se mostrado sustentado. Não se trata, portanto, de uma flutuação aleatória.

A situação do Brasil é tão grave que, no fim de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a alertar para a possibilidade de uma quarta onda no país.

O cientista da USP, conhecido por acertar suas projeções, diz que o Brasil, que passou os 11 milhões de casos de Covid-19, pode chegar a 15 milhões entre o fim de março e a primeira semana de abril. Segundo ele, podemos alcançar 70 mil casos por dia até o final da próxima semana e a 100 mil casos diários até 8 de abril:

— Essa é uma projeção conservadora porque a subnotificação é muito grande. Minha estimativa é que o Brasil tenha, na verdade, mais de 24 milhões de infecções.

O número de mortes avança em ritmo semelhante. Segundo Alves, se mantivermos o ritmo de 1,4 mil mortes por dia, chegaremos a 300 mil óbitos provocados pela pandemia entre 25 e 27 de março, talvez antes. E, segundo as projeções, o país pode começar a ter o registro de 2 mil óbitos diários entre 20 e 22 de março. Seguindo esta tendência, até o fim do mês, o país chegaria a contabilizar 3 mil mortes por dia.

A subnotificação impede que o Brasil conheça todos os mortos pela Covid-19. O país já registrou 265,5 mil óbitos pela pandemia, segundo boletim do consórcio de veículos de imprensa. Alves, porém, estima que esse número represente apenas a metade do real.

— Esses números são conservadores porque podemos começar a ver muita gente morrendo em casa, por falta de assistência. Isso já acontece em várias regiões brasileiras. E o mais trágico é que governantes e parte da população não ligam — enfatiza Alves.

O pesquisador destaca que o atual panorama da pandemia no país foi antecipado pelos cientistas em novembro, mas nada se fez para evitá-lo.

— O Brasil levou três meses para chegar a 10 mil óbitos. Apenas na semana passada tivemos 10 mil mortes — compara. — Chegamos a um nível de desgraça inimaginável. É muito importante que a população entenda o risco que corre.

Controle maior nos Estados Unidos

Medronho sublinha que a progressão da Covid-19 no Brasil só é comparável à dos EUA, o país mais castigado do mundo pelo coronavírus. Por lá já foram observadas três ondas da pandemia, mas agora o número de casos caiu 75% em relação a janeiro, resultado de uma combinação da vacinação em massa e mudanças nas políticas de combate à doença, implementadas com a chegada de Joe Biden à presidência.

No Brasil, em número de casos, a primeira onda da pandemia foi superada pela segunda em 18 de dezembro. O recorde foi novamente quebrado em 20 de fevereiro, anunciando o princípio da terceira onda da pandemia.

A receita da tragédia brasileira tem três ingredientes: falta de medidas adequadas de distanciamento social, baixíssima vacinação e espalhamento de novas variantes do Sars-CoV-2 mais transmissíveis.

— As doses anunciadas e efetivamente compradas pelo Ministério da Saúde não são nada, um mero trocado enquanto precisamos de muitos milhões. Poderíamos ter mais vacinas, mas o governo federal não quis comprar quando houve oportunidade — afirma Medronho.

Ele observa que há uma espécie de anestesia social e fadiga coletiva, que faz com a sociedade brasileira não se importe com a pandemia.

— Se tivermos até menos que as previsíveis 2.500 mortes por dia, digamos que sejam 2.400 os mortos diários. Isso dá 100 mortes por hora, uma pessoa morta por minuto. Mas parte da população se comporta como se não houvesse amanhã e realmente parece não se importar. É uma aposta perigosa, pois, para muitos, não haverá mesmo dia seguinte — lamenta Medronho.

Variantes são consequência, e não causa de espalhamento

Novas variantes do coronavírus causam apreensão pela possibilidade de que sejam mais transmissíveis ou reduzam a eficácia das vacinas. Conhecidas por siglas ininteligíveis para não especialistas — como P1 (brasileira) ou B.1.1.7 (britânica) —, elas são apontadas como culpadas pela explosão recente de casos. Mas cientistas explicam que essas variantes são consequência, e não a causa principal do espalhamento do Sars-CoV-2. Sozinhas, diz o epidemiologista da UFRJ Roberto Medronho, não teriam feito tamanho estrago.

O virologista Fernando Spilki, coordenador da Rede Corona-ômica, que sequencia e analisa o genoma do coronavírus em todo o Brasil, avalia que as novas variantes são fruto da falta de uma política nacional de distanciamento social, que permitiu que o coronavírus se espalhasse descontroladamente.

É um ciclo vicioso: quanto mais o vírus se propaga, maior a chance de sofrer mutações que originem variantes mais eficientes na transmissão, realimentando a pandemia.

— Variantes eram esperadas e precisam ser monitoradas. Elas alavancam a pandemia, mas não conseguem se disseminar com uso de máscara, vacina e distanciamento — diz.

Análises preliminares sugerem que a chamada variante brasileira, a P1, surgida na Amazônia, já é predominante e responde por até 70% das amostras. Estudos sugerem que ela é mais transmissível e, talvez, mais agressiva.

— Estamos sob uma tempestade perfeita gerada por decisões erradas no passado, medidas insuficientes agora e variantes mais transmissíveis — alerta Spilki.

O Globo

FOTO: ALAN SANTOS/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro, vai filiar-se ao Partido da Mulher Brasileira (PMB). Ainda sem representantes no Congresso, a legenda tem atualmente três deputados estaduais – Diogo Senior, no Amapá; Neto Loureiro, em Roraima; e Maria Bethrose Fontenele Araújo, no Ceará.

Depois de assumir o controle da sigla, como presidente ou presidente de honra, Bolsonaro mudará o nome do partido, que abrigará aliados hoje filiados a outras legendas, e tratará de prepará-lo para a campanha pela reeleição em 2022. Com isso, o presidente conseguirá evitar o desgaste que sofreu quando ingressou no PSL, que lhe garantiu a disputa da sucessão ao Planalto em 2018.

O presidente se desfiliou da sigla em novembro de 2019, quando a convenção nacional reconduziu Luciano Bivar (PE) ao comando do partido. O futuro chefe do atual PMB já decidiu que, depois de repaginado, o partido lançará o maior número possível de candidatos no próximo ano.

Com a decisão de se filiar ao PMB, Bolsonaro encerra o projeto de criação do Aliança pelo Brasil – um partido de direita que nasceria para abrigar dissidentes do próprio PSL e de outras siglas.

Blog do Nolasco – R7

 

Com o inverno a Prefeitura intensificou os trabalhos na operação “Tapa-buracos”, realizando as atividades da Secretaria de Serviço Público em diversas ruas da cidade. Empenho e compromisso com os cidadãos assuenses, sempre buscando fazer o seu melhor, a Prefeitura não mede esforços para manter as ruas em um bom estado físico e, assim, cooperar com o bem estar dos munícipes, nossos agradecimentos a esse gesto plausível.

lula

 

Era um sonho para dona Iêda, que morava a mais de 23 anos em uma casa de taipa, na cidade de Itajá, no Vale do Açu. O sonho de Iêda, era ter uma casa de alvenaria para mostrar tranquilamente com o seu filho.Carlos Cavalcante, ficou sensibilizado com à história de Iêda, e resolveu encarar o desafio em demolir a casa de taipa e construir uma casa de tijolos. Assim foi feito. Iêda teve a casa entregue na manhã do último sábado, 06 de Março de 2021, sob uma solenidade com amigos e pessoas solidárias que ajudaram na construção da casa.

Emporio

O blog “De Olho no Assú” solicitou à Secretaria de Serviço Público da Prefeitura Municipal de Assú uma visita à rua Poeta Elias no intuito que fosse retirado um “entulho” da mesma. A solicitação foi rapidamente atendida, deixando clara a competência da Secretaria. Agradecemos o pronto atendimento, o qual registramos como forma de tornar público a responsabilidade de toda a equipe da Secretaria. A gestão sempre priorizando o desenvolvimento de nossa cidade.

A Região Metropolitana de Natal é o epicentro da covid-19 no Rio Grande do Norte, segundo o relatório do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) publicado neste domingo (7). De acordo com os dados, desde o início de 2021, 324 mortes causadas pelo vírus foram registradas na região, sendo 90 apenas depois do carnaval.

Para os estudiosos, houve um aumento da taxa de transmissibilidade, o que pode ser associado a eventos que aconteceram no fim do ano, como festa de réveillon, e os que aconteceram no litoral durante o veraneio. O documento aponta que o início de fevereiro foi marcado pelo aumento da transmissibilidade do vírus, que perdurou oito dias, e, após um período de oscilação negativa, voltou a crescer de forma mais acentuada durante o Carnaval, permanecendo elevada por 10 dias.

“A ocupação de leitos de UTI covid-19 observada atualmente é a consequência, de certa forma esperada, da falta de respeito às medidas de distanciamento social surante esse período – dadas as diversas aglomerações registradas e divulgadas na imprensa local e nacional”, diz o texto do relatório. De acordo com os cientistas, o número registrado de novos casos diários foi maior na semana do Carnaval.

“Em aproximadamente 15 dias foram notificados 5.246 novos casos, de um total de 18.136 casos desde 01/01/2021, representando cerca de 29% de todos os casos registrados em 2021 no estado”, diz o texto, que ainda lembra que o percentual pode aumentar após a revisão de casos pendentes de confirmação.

Já em relação aos óbitos, o relatório destaca que, no período de 18 de fevereiro a 4 de março, 92 pessoas morreram vítimas da doença na Região Metropolitana, cerca de 1/3 dos óbitos de todo o ano. “Com base nesse dado é seguro afirmar que o Rio Grande do Norte tende a ultrapassar, ainda neste mês de março, os 4 mil óbitos por covi-19”, afirma o relatório.

Leia matéria completa na Tribuna do Norte.

A terra voltou a tremer em três cidades do Rio Grande do Norte neste domingo (07). Os municípios que registraram novos terremotos foram Portalegre, Pedra Preta e Caraúbas. As informações são do Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Labsis/UFRN).

Por volta das 19h44, um tremor de magnitude preliminar 1.7 foi registrado na região do município de Portalegre. Diversos moradores, ao entrarem em contato com o Laboratório Sismológico da UFRN, relataram ter escutado e sentido o abalo sísmico.

O Labsis também registrou, pela manhã, três eventos no município de Pedra Preta e, já à noite, um tremor de terra na região do município de Caraúbas. As magnitudes preliminares desses eventos variam entre 1.2 (Pedra Preta) e 2.7 (Caraúbas).

No final do mês de janeiro deste ano, três eventos, de magnitudes 1.5 (dois eventos) e 1.1, também foram registrados no município de Portalegre pelas estações sismográficas operadas pelo LabSis.

O Laboratório Sismológico segue monitorando e divulgando a atividade sísmica do estado do Rio Grande do Norte e da região Nordeste em tempo real.

GRANDE PONTO

lula

O índice de isolamento deste domingo (7) no Rio Grande do Norte foi o maior de todo o país, tendo uma taxa de 55,40%. Confira lista e porcentagens:

Reprodução

Além disso, o índice foi o terceiro mais alto durante a pandemia no Estado.

Emporio

Uma ameaça para o mundo. É assim que a imprensa americana retrata a atual situação da pandemia de coronavírus no Brasil, ecoando a preocupação de cientistas, autoridades da área de saúde e do governo americano sobre os efeitos do descontrole da propagação de uma nova variante do Sars-CoV-2 no País.

Nos EUA, a população já discute quando a vida poderá voltar ao normal, diante da aceleração do ritmo de vacinação e da indicação de que até o fim de maio o país terá doses de imunizante para todos. Depois de um ano como epicentro da pandemia, os EUA agora veem uma luz no fim do túnel e a ameaça do lado de fora. Mais especificamente no Brasil.

“Há uma sensação de alarme sobre a natureza não controlada da pandemia no Brasil e o ritmo lento da vacinação – especialmente agora que o Brasil é a fonte de uma nova e preocupante variante da covid-19”, afirma Anya Prusia, do Brazil Institute do Centro de Estudos Wilson Center, em Washington. “A atenção aqui está voltada para a disseminação dessa cepa mais contagiosa, a P.1, que se originou em Manaus.”

Os primeiros dois casos da variante P.1 foram registrados nos EUA em janeiro, horas depois de o presidente Joe Biden revogar uma decisão de Donald Trump e recolocar a restrição de viagens do Brasil aos EUA. Duas pessoas que estiveram no Brasil foram diagnosticadas com a nova cepa em Minnesota. Até agora, os EUA registraram 13 casos da mutação, em ao menos sete Estados. Mas ainda não há transmissão comunitária, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mas não foi a chegada nos EUA da cepa de Manaus que alarmou os americanos e sim a recente situação da pandemia no Brasil, que tem batido recorde de mortes. “Enquanto a pandemia continuar a crescer, ninguém estará a salvo”, disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, em coletiva de imprensa.

Em pronunciamentos e entrevistas recentes, o principal infectologista do governo americano, Anthony Fauci, tem ressaltado que a cepa P.1 está associada a uma maior transmissibilidade e à preocupação de que a mutação possa interromper a imunidade induzida naturalmente e pela vacina.

Há cerca de um mês, Fauci afirmou que isso preocupa os americanos, que não devem derrubar tão cedo o bloqueio de passageiros que estiveram no Brasil. Nesta semana, ele voltou ao tema. “O Brasil está numa situação muito difícil. A melhor coisa é vacinar o maior número de pessoas o mais rápido possível”, disse Fauci, que chegou a dizer que os EUA poderiam ajudar os brasileiros.

O ritmo de vacinação nacional, porém, não anima. O Washington Post descreveu a vacinação brasileira como um processo de “escassez e atrasos”, enquanto o The New York Times reporta uma vacinação lenta e sem sinalização de melhora. “O país atingiu o pior momento. Surgiram variantes que parecem mais mortais para pessoas saudáveis, e os cientistas documentaram coinfecção por múltiplas variantes”, escreveu Kevin Ivers, vice-presidente da consultoria americana DCI Group, em relatório. “A preocupação é que a disseminação acelere essas coinfecções no Brasil e leve a uma explosão de novas variantes mais agressivas.”

A situação brasileira foi definida pelo Washington Post, no dia 4, como “terreno fértil” para outras variantes. O risco foi mencionado também por cientistas, como Bill Hanage, epidemiologista da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard (leia entrevista abaixo).

Nas redes sociais, o também epidemiologista e economista da área da saúde Eric Feigl-Ding, membro da Federação de Cientistas Americanos, postou que o Brasil precisa da ajuda de líderes estrangeiros. “A epidemia descontrolada do Brasil será uma ameaça ao mundo, mas ainda não é muito tarde”, disse ao Estadão. “Mas é preciso ter sequenciamento genético, controle de fronteiras, quarentenas e testagem em massa.”

Para a epidemiologista brasileira Denise Garrett, vice-presidente do Sabin Vaccine Institute, com base em Washington, se o Brasil não for capaz de controlar a situação, os bloqueios de viajantes devem se intensificar.

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, pesquisador da Universidade Duke, que nos últimos dias ganhou espaço em jornais estrangeiros pedindo uma pressão de outras nações sobre o Brasil, chama a atenção para a “geopolítica da pandemia”. “É a diplomacia do século 21. Já tem países trocando mercadorias por vacinas”, afirmou. “Se o fluxo ficar desimpedido, a doença desse país vai migrar para os outros.”

Na imprensa e entre analistas americanos, Jair Bolsonaro é o presidente que propaga desinformação, é cético sobre a vacina e está em choque com governadores. “Como aconteceu com Trump, o vácuo de liderança de Bolsonaro deu ao vírus abertura para se espalhar”, disse o Washington Post. Um dia antes, o The New York Times colocou a preocupação com o Brasil em sua capa.

A crise no País já chamou a atenção no ano passado, com as imagens de cemitérios lotados em Manaus e São Paulo. Desta vez, a preocupação é diferente, porque o que acontece no Brasil, segundo os americanos, pode colocar em xeque os avanços do resto do mundo.

ESTADÃO

Apesar de representar 51,8% da população brasileira, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a presença feminina na Esplanada dos Ministérios pouco avançou nos últimos 10 anos. De lá para cá, o aumento no número de mulheres em cargos do governo federal foi de apenas 1,77% – hoje, elas representam 43,3% dos servidores ligados aos 22 ministérios.

Os dados refletem apenas a administração direta, desconsiderando autarquias e fundações. Os números foram levantados pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base em informações do Sistema Integrado de Administração de Pessoal (Siape).

Há 10 anos, no primeiro ano de governo de Dilma Rousseff (PT), mulheres eram 41,38% da administração pública federal. O percentual não registrou crescimento durante os cinco anos de mandato da primeira e única mulher a presidir o Brasil. Um pequeno avanço foi observado de 2016 a 2018 e, desde então, o número se manteve estável. Atualmente, do total de 226.763 servidores de ministérios, 43,3% são mulheres, somando 98.179 cargos na administração pública. Do outro lado, 128.584 cadeiras são ocupadas por homens, o equivalente a 56,7% do total.

Dos 22 ministérios do governo Jair Bolsonaro (sem partido), apenas seis têm maioria feminina. A pasta que possui o maior percentual de mulheres é a da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandada pela ministra Damares Alves. Mulheres representam 61,9% nesse ministério. Em seguida, aparecem os ministérios do Turismo, com 55,3% de participação feminina; da Educação (55,1%); da Cidadania (54,9%); da Saúde (52,9%); e do Desenvolvimento Regional (50,9%).

Em comum entre esses seis ministérios está o teor social, associado ao gênero feminino. A Ciência Política aponta que comportamentos sociais distintos esperados de homens e mulheres são introjetados desde a criação de meninos e meninas, perpassando toda a educação básica e superior e desaguando na profissão. “Existe uma visão de senso comum de que as mulheres são mais afeitas a temas das áreas sociais. A estrutura da educação feminina é toda voltada para que a mulher seja a serviçal, a cuidadora. Pouquíssimas de nós somos provocadas a serem resolutoras de problemas. A gente é ensinada a cuidar”, explica a cientista política Beatriz Falcão.

No outro extremo, as pastas com o menor percentual de mulheres são os ministérios da Justiça e Segurança Pública (19,47%) e da Infraestrutura (27,5%). A Controladoria-Geral da União aparece na sequência, com 32,5%.

O Palácio do Planalto, local de onde despacha diariamente o presidente Bolsonaro, também tem um baixo índice de mulheres no quadro de servidores: elas representam 26,8% do total. O prédio da Presidência engloba outras pastas, como a Vice-Presidência da República e Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Casa Civil, Secretaria de Governo e Secretaria-Geral.

METRÓPOLES

À medida que o tempo avança, em direção à campanha presidencial de 2022, já é possível perceber projetos políticos promissores e aqueles condenados ao fracasso. Com apoio dos adeptos-raiz, Jair Bolsonaro já garantiu presença no segundo turno, segundo avalia o presidente do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, que observa no presidente a estratégia de governar e fazer declarações de modo a agradar seus eleitores, que correspondem a um terço do total de votantes no Brasil. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O sólido 2º lugar, mesmo com um terço do percentual de Bolsonaro, faz de Sérgio Moro um candidato viável. Mas ele precisa querer muito isso. Moro só cai para 3º lugar se Lula entrar na disputa, mas o petista está inelegível em razão de suas condenações por ladroagem.

No levantamento Paraná Pesquisas fechado em 1º de março, João Doria continua sendo um candidato fraco, que oscila entre o 5º e 6º lugares. A menos que desista para apoiar Fernando Haddad, levando o petista ao 2º lugar, Guilherme Boulos continuará a ser um “político de futuro”.

lula

Pesquisa PoderData divulgada nesta 2ª feira (8.mar.2021), Dia Internacional da Mulher, mostra que 75% dos brasileiros afirmam que a violência contra a mulher aumentou nos últimos tempos. Outros 17% dizem que “manteve-se igual”, e 4% avaliam que diminuiu.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes. Os dados foram coletados de 1º a 3 de março, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 509 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

PANDEMIA X VIOLÊNCIA

Levantamento feito pela Rede de Observatórios da Segurança, lançado na última 5ª feira (4.mar), revela aumento de violência contra a mulher durante a pandemia. Foram registrados, em média, 5 casos por dia nos Estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, em 2020. Ao todo, o estudo monitorou 1.823 casos, entre eles, 449 são feminicídios (homicídio praticado contra a mulher em decorrência do fato de ela ser mulher). Leia a íntegra (3.1 MB).

O levantamento contabilizou em São Paulo 200 casos de feminicídio e de violência contra a mulher no ano passado. No Rio, o boletim mostra 50 casos. Na Bahia, Ceará e Pernambuco foram 70, 47 e 82, respectivamente.

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS

O estudo do PoderData destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos brasileiros a respeito da violência contra a mulher.

Dos grupos que mais acham que houve aumento de violência contra a mulher, destacam-se:

mulheres (83%);
idosos de 60 anos ou + (81%);
os que estudaram até o ensino fundamental (77%);
moradores da região Nordeste (81%);
os que estão desempregados ou não têm renda fixa (86%).

Dos que disseram que houve redução da violência, os principais foram:

homens (6%);
adultos de 25 a 44 anos (7%);
moradores da região Norte (10%);
os que recebem mais de 10 salários mínimos (12%).

AVALIAÇÃO DE BOLSONARO X VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O PoderData cruzou as opiniões de quem acha que aumentou a violência contra a mulher com a avaliação do presidente Jair Bolsonaro. Entre os que avaliam negativamente o presidente, 82% dizem que a violência contra a mulher aumentou. Já entre aqueles que avaliam o chefe do Executivo como “ótimo” ou “bom“, o percentual é de 64%. Em resumo, a percepção sobre o aumento da violência contra mulheres é menor entre bolsonaristas, como mostra o quadro a seguir:

PODER360

lula

Pesquisa PoderData mostra que 83% dos brasileiros dizem haver machismo no Brasil. Para 7% da população, a desigualdade de gênero não existe no país. Essa é a 1ª vez que a divisão de estudos estatísticos do Poder360 pergunta sobre a percepção de machismo no país. Além de questionar os entrevistados sobre machismo, o PoderData fez a seguinte pergunta: “Você se considera uma pessoa machista?”. Os entrevistados que se consideram machistas são 11% do total. Já os que não se consideram machistas somam 80%. Ou seja, 83% dos brasileiros acham que há machismo no país, mas só 11% se consideram machistas.

Os números estão sendo divulgados nesta 2ª feira (8.mar.2021), Dia Internacional da Mulher. A data lembra a luta das mulheres durante a 1ª onda do feminismo, marcada por reivindicações de trabalhadoras por maior igualdade na sociedade entre o fim do século 19 e o início de século 20. O 8 de março foi oficializado como data da mulher pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1977.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes. Os dados foram coletados de 1º a 3 de março, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 509 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

ESTRATIFICAÇÃO DO MACHISMO

O PoderData também apresenta como se dividem as respostas sobre a percepção do machismo no Brasil e aqueles que se consideram machistas. Os estratos analisados foram sexo, idade, região, nível de instrução e renda.

Os que mais admitem ser machistas são: mulheres (15% se dizem machistas); jovens de 16 a 24 anos (14%); pessoas que cursaram o ensino fundamental (15%); moradores da região Norte (18%); aqueles que recebem de 2 a 5 salários mínimos (24%).

Os que menos enxergam haver machismo no país são: homens (12%); adultos de 45 a 59 anos (10%); pessoas que cursaram o ensino superior (12%); moradores da região Norte (13%); aqueles que recebem de 2 a 5 salários mínimos (12%).

MACHISMO X AVALIAÇÃO DE BOLSONARO

O levantamento fez ainda o cruzamento entre o que pensam os brasileiros sobre machismo e como avaliam o trabalho do presidente Jair Bolsonaro. Os entrevistados que mais se reconhecem machistas (14%) são os que avaliam o trabalho de Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”. Esse grupo que rejeita o presidente também registra a taxa mais elevada (91%) dos que dizem enxergar machismo no Brasil. Já entre os que avaliam positivamente o trabalho do presidente, são 10% os que se reconhecem como machistas.

HOMENS MACHISTAS X MACHISMO NO BRASIL

A pesquisa PoderData também mostra que 80% dos homens avaliam que há machismo no Brasil, mas só 8% afirmam ser machistas. Outros 86% dizem que não são. O levantamento ainda constatou que o percentual de mulheres que dizem ser machistas (15%) é maior que o de homens (8%).

 

PODER360

Imagem: VAN CAMPOS/WPP/ESTADÃO CONTEÚDO

Com a vitória para cima do Grêmio por 2 a 0, neste domingo (7), no Allianz Parque, o Alviverde conquistou o título da Copa do Brasil e chegou ao seu terceiro título na temporada.

Além da Copa do Brasil, a quarta do Palmeiras na história do clube (1998, 2012, 2015 e 2020), a equipe venceu também o Campeonato Paulista e a Copa Libertadores.

Os gols que confirmaram o título foram marcados por Wesley e Gabriel Menino. No jogo de ida, o Alviverde já tinha vencido, também por 1 a 0, gol de Gustavo Gómez.

lula

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